Quarto setor

Carnaval de BH é um dos mais procurados do país

Economia criativa resgata a festa na capital mineira, que neste ano deve reunir quase 5 milhões de foliões

O primeiro Carnaval de Belo Horizonte foi há 114 anos, em fevereiro de 1897, quando homens vestidos de mulher desfilaram atrás de carroças, seguindo da Praça da Liberdade até a Avenida Afonso Pena, um dos principais corredores viários da capital mineira. Com o passar do tempo, a cidade se tornou o lugar ideal para quem queria fugir do Carnaval.

O marasmo em tempos de folia se estendeu por muitos anos, até 2009, quando o bloco “Tico Tico Serra Copo” desceu do alto do bairro Serra em direção ao Centro. Desde então, o Carnaval de Belo Horizonte tornou-se um dos mais procurados do país.

A festa nas terras mineiras, antes concentrada em cidades históricas como Ouro Preto e Diamantina, vem movimentando a capital mineira. No ano passado, o evento reuniu mais de quatro milhões de foliões. Neste ano, a Belotur prevê um aumento de 20% no número de pessoas na cidade.

Segundo a analista do Sebrae Minas Raquel Vilarino, a economia criativa impulsionou a retomada do Carnaval de Belo Horizonte. “Foi uma iniciativa de belo-horizontinos que criaram blocos, organizaram a festa na rua, pensaram no coletivo - que é a essência da economia criativa”, destaca.

Músicos, produtores, organizadores culturais, produtores musicais perceberam uma oportunidade e “colocaram o bloco na rua”. Para a cantora e colaboradora na equipe de produção do bloco “Como te lhama”, Laura Lopes, o prazer está em justamente compartilhar o fazer musical com os foliões e se divertir. “Quem de fato movimenta o Carnaval são os blocos e seus músicos, que continuam fazendo a festa acontecer por amor, e não pela remuneração”, afirma.

O evento deste ano já conta com 590 blocos de rua cadastrados, que farão cerca de 700 desfiles no período oficial do Carnaval de Belo Horizonte. Em relação ao último ano, houve um aumento de 40% no número de blocos na cidade.

Para Raquel Vilarino, a folia faz girar a economia em muitos segmentos, diretos e indiretos. Os empreendedores criativos aproveitam deste movimento crescente do Carnaval para impulsionar negócios durante o ano todo.

Quarto setor

Doze em cada 100 negócios da economia criativa no Brasil estão em Minas Gerais. São mais de 63 mil empresas, a grande maioria de micro e pequeno porte. O estado é o segundo do país em geração de empregos no setor, com mais de 457 mil pessoas ocupadas nas diversas atividades da economia criativa. Os dados são de um estudo realizado, em 2018, pelo Observatório do P7 Criativo – Agência de Desenvolvimento da Indústria Criativa de Minas Gerais.

Em todo o Brasil, são 526.647 empresas que atuam na chamada economia criativa, considerada o quarto setor da economia tradicional. Ela abrange um extenso leque de negócios baseados no capital intelectual, na inovação e criatividade. Grande parte das produções do setor, inclusive, estão sob proteção do direito de propriedade intelectual.

 

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