Pesquisa

Estudantes querem mais ensino técnico

Pesquisa revela que os jovens almejam uma formação mais prática para o mercado de trabalho

Ainda que a maioria dos jovens entenda o Ensino Médio como uma ponte para a Educação Superior, grande parte deles reconhece a importância de uma formação básica que prepare para a vida profissional. É o que revela a pesquisa “Repensar o Ensino Médio”, publicada pelo movimento Todos Pela Educação, em maio de 2017. Os dados revelam que 77,6% dos estudantes atribuem grau de importância 9 ou 10 para matérias dirigidas à formação técnica e profissional. O estudo ouviu a opinião de 1551 jovens entre 15 e 19 anos sobre os professores, a participação social e a Educação Técnica.

Na Escola do Sebrae de Formação Gerencial (EFG), em Belo Horizonte, os alunos cursam o ensino médio juntamente com o ensino técnico em Administração. Dessa forma, têm a oportunidade de conciliar o ensino médio regular com uma formação prática para o mercado de trabalho. “Eu observo que cada vez mais os jovens estão tendo interesse pelo ensino técnico, por ser um diferencial na hora de ingressar no mercado”, atesta o aluno do 2º ano da EFG, Rafael Rezende. “Penso em fazer um curso de economia, e acredito que muito do que estou aprendendo aqui, vou usar na universidade. É uma vantagem que eu tenho em relação aos alunos das escolas convencionais”, destaca o aluno.

De acordo com o gerente do Sistema de Formação Gerencial do Sebrae, Ricardo Pereira, um dos motivos que leva o jovem a buscar o curso técnico é o perfil imediatista da geração. “Os jovens de hoje não gostam de esperar, pois nasceram em um mundo onde as coisas acontecem rapidamente. Então é natural que eles busquem uma formação que lhes permita ingressar mais rápido no mercado”, explica. “No ensino técnico o aluno consegue correlacionar teoria e prática de maneira mais intensa, então ainda na escola ele já pode pôr a mão na massa e aplicar o conhecimento. Quando inserido no mercado, o jovem já está mais maduro e preparado para os desafios e situações que ele irá vivenciar”, completa.

Ele destaca que, num mercado com expectativas cada vez maiores em relação aos profissionais, o essencial é uma formação que garanta ao jovem, além de conhecimentos técnicos, o desenvolvimento de comportamentos que serão o diferencial dentro das organizações. “As empresas buscam pessoas que atendam às exigências de mercado, profissionais com atuação proativa, que saibam resolver problemas, trabalhar em equipe, capazes de tomar decisões e correr riscos calculados”, destaca. "Hoje, os profissionais são valorizados não apenas pelo conhecimento, mas por comportamentos, que se tornam os verdadeiros diferenciais dentro das organizações”, completa.

A ex-aluna da EFG, Luiza Arantes, se formou em 2016 e já fundou a sua startup, a Cori Saúde. “Ter feito o curso técnico durante o ensino médio me auxiliou a entender a dinâmica do mercado desde cedo, me ajudando a identificar oportunidades que um jovem normalmente não consegue perceber. Nos sentimos mais preparados e seguros para abrir um negócio ou para tentar uma vaga, e com certeza o mercado nos abre mais portas”, ressalta.

 

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