Especial Dia dos Pais

Inovação e tecnologia para unir pais e filhos

Guilherme e Henrique, pai e filho, mostram que a tecnologia também pode fortalecer relacionamentos familiares

A dedicação ao trabalho costuma ser um obstáculo na relação entre pais e filhos, já que muitas vezes falta tempo para se dedicar à família e o contato com os filhos é prejudicado. O consultor de Tecnologia para Educação Guilherme Jorge Sene Romero, de 38 anos, pai de Henrique Dornelas Romero, 11, e Heitor Dornelas Romero, 6, é um exemplo desse esforço entre conciliar trabalha e família. “Em 2011, viajava muito e ficava pouco tempo em casa. Então, surgiu a oportunidade de trabalhar desenvolvendo produtos para laboratórios e hospitais e, assim, me tornei um empreendedor”, conta Guilherme.

 Entretanto, para ele, ainda estava distante de ser o trabalho ideal. Foi então que, em 2015, começou a participar de cursos, atividades e eventos no Sebrae Minas, o que mudou seu conceito acerca de inovação. “Percebi que o mercado tinha déficit de pessoas que me atendessem bem na área de programação. Com essa nova visão, comecei a trabalhar em casa, podendo ficar com meu filho, na época com 7 anos. Até ensinei a ele a desenvolver tecnologia”, lembra.

Cada vez mais convencido de que ensinar tecnologia para o filho daria credenciais para um futuro promissor, Guilherme montou outra empresa, a Code Kids Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo Ltda. Após dois anos atendendo somente crianças de ONGs em periferias, se formalizou em 2018. “Vendo o crescimento do meu filho e sua capacidade em desenvolver tecnologia e não só consumir, eu e dois sócios passamos a ensinar crianças carentes a programar”, diz, observando que com os bons resultados, no mesmo ano recebeu convites de escolas particulares. “Aí sim, formalizamos a empresa, que ensina desenvolvimento de jogos, desenho, impressão 3D e robótica. Nossas equipes já até conquistaram o 1º, 2º e 3º lugar nas últimas Olimpíadas Brasileiras de Robótica”, comemora.

 Hoje, o filho de 11 anos desenha e imprime seus próprios brinquedos, e o de 6 segue o mesmo caminho. Para Guilherme, o aprendizado é recíproco. “Meus filhos trazem para mim a linguagem e recursos que devo usar ao lidar com outras crianças. O melhor desse diálogo é perceber que essa nova visão de mundo me tornou muito mais amigo deles. Em um mundo onde a tecnologia é tida como vilã no relacionamento entre pais e filhos, tenho orgulho de estar inserido com eles nesse trabalho, provando que nada é regra. A tecnologia nos aproximou”, conclui.

A analista do Sebrae Minas Daiana Rodrigues comemora este salto na convivência entre pais e filhos. “O empreendedor tem a facilidade de fazer os próprios horários e isso é excelente para reforçar ainda mais esta convivência tão necessária na criação dos filhos”.

 

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