Dia Mundial da Juventude

Jovens brasileiros empreendem por propósito

Para a maioria dos jovens, empreender está muito mais associado a um propósito de vida do que a ganho financeiro

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Juventude (30 de março), o Sebrae constata que é cada vez mais comum, entre os jovens brasileiros, a ideia de empreender. De acordo com dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2018), de 2017 para 2018 aumentou de 18,9% para 22,2% a participação dos jovens de 18 a 24 anos entre os empreendedores iniciais, com negócios (formais ou informais) de até três anos e meio de atividade. Outro levantamento do Sebrae revela que um em cada três empresários brasileiros (32%) já tinha planos de comandar o próprio negócio antes de completar 18 anos.

Uma curiosidade é que o lucro não é a grande motivação dos jovens na abertura de negócios. Para eles, empreender está muito mais associado à realização de propósitos ou ações pessoais do que ao retorno financeiro e/ou melhoria das condições de vida. Segundo o estudo “Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo”, da Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o Ibope e a Rede Conhecimento Social, 61% dos jovens afirmaram que empreender é ter um propósito de vida. Na sequência, surgem “conseguir colocar em prática os seus sonhos” (55%), “liderar ideias criativas” (54%) e “uma forma de ser protagonista da sua própria vida” (51%).

Marcelo Carneiro e Arthur Braga, alunos da Escola do Sebrae, são os fundadores do “Sweet Trust”, estande de vendas de doces que fica no pátio da Escola. Parece ser um negócio comum, mas o grande diferencial é que não existe vendedor. O próprio cliente escolhe o produto, deixa o dinheiro na caixinha e recolhe o troco, se for necessário. “Acreditamos que é uma forma de gerar uma reflexão e agregar muito valor ao meio que a gente vive”, destaca Marcelo, de 17 anos. “Muito além de ser uma fonte de renda, o grande propósito é estimular a honestidade e mostrar que é possível acreditar nas pessoas”, acrescenta Arthur Braga, de 18 anos.

Outro caso é o do jovem Felipe Barros Silva. Surdo desde os cinco anos de idade, ele utilizou suas experiências para criar um produto que auxiliasse as empresas a se tornarem mais acessíveis. Foi assim que surgiu a SignumWeb, plataforma de videoconferência que permite solicitar um intérprete de libras a qualquer momento, em qualquer lugar do país – no mesmo estilo de aplicativos de transporte. “Ele foi idealizado por um surdo e abraçamos isso como uma missão. Não deixa de ser uma empresa vendendo um produto, mas há um propósito”, explica Cleusangela Barros Meira Silva, co-fundadora da SignumWeb e mãe de Felipe.

Ela conta que, desde muito jovem, o filho sempre quis criar um projeto que contribuísse para melhorar a acessibilidade comunicativa dos deficientes auditivos. “Ao longo de toda a vida ele precisou superar barreiras e empreender. Antes as empresas não sabiam como oferecer essa acessibilidade, mas agora podem fazer isso”, ressalta.

A ONG “Embaixadores de Minas”, formada pelos jovens Guilhermina Abreu, Brenda Maia, Pollyane Costa e Guilherme Menezes, também surgiu a partir de um propósito: melhorar a realidade das escolas públicas, estimulando o protagonismo entre os alunos, para que sejam agentes de mudança. Os jovens são ex-alunos do Núcleo de Empreendedorismo Juvenil do Sebrae (NEJ) e juntos, em 2013, criaram o programa “Embaixadores da Escola”, o primeiro projeto social de impacto do grupo. “Tínhamos um sentimento de insatisfação com a escola pública e queríamos retribuir para a sociedade toda a oportunidade que tivemos na Escola do Sebrae”, relembra Guilhermina.

Por meio de uma metodologia própria, que inclui brincadeiras, dinâmicas e histórias inspiradoras, o projeto leva a educação empreendedora para dentro das escolas públicas, fazendo o jovem refletir sobre o seu papel. “O aluno identifica os principais desafios e problemas na escola e propõe soluções para resolvê-los. No fim, ele percebe ser o grande responsável pelas mudanças ao seu redor e que é capaz de transformar sua realidade”, explica. Até o momento, o projeto Embaixadores na Escola já foi aplicado em 21 escolas mineiras.

Em 2018, os jovens do Embaixadores de Minas realizaram um evento no Mineirão, “Crie o Impossível”, que reuniu mais de 4 mil jovens de escolas públicas, com o objetivo de despertar sonhos e abrir perspectivas para os jovens estudantes.

Assessoria de Imprensa Sebrae Minas
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